A repercussão global das frequentes denúncias de casos de assedio sexual também traz o termo feminismo à tona, entre críticos e defensores da causa. Feminista declarada, a médica legista e vereadora de Curitiba, Maria Leticia Fagundes esclarece o tema.

Ela afirma que o feminismo é um movimento diverso, com várias correntes, considerando que “as mulheres não são iguais e consequentemente não pensam da mesma forma”. Maria Leticia é enfática ao dizer ainda  que “a mulher não existe para embelezar o mundo e muito menos para ter aprovação masculina”.

“A mulher pode falar, pensar o que quiser, pode ser solteira, casada, ter filhos ou não, isso é o feminismo”, afirma Maria Leticia. Ela explica ainda que o feminismo tem alguns objetivos convergentes como a luta constante por direitos iguais entre homens e mulheres. Como exemplo, ela cita os afazeres domésticos e os cuidados com as crianças, que devem ser compartilhados entre os parceiros.

Maria Leticia diz ainda que a mulher não é propriedade de ninguém. “O corpo da mulher é de direito dela e a ela cabe viver a sexualidade como bem entender”, declara. Ela destaca ainda a questão do assédio sexual com base na vasta experiência no atendimento das vítimas de violência no Instituto Médico Legal IML-PR. “Assédio na rua é violência sim e a mulher tem direito ao espaço público sem ser constrangida, desrespeitada ou ameaçada”, finaliza.

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