75% dos médicos e profissionais já sofreram algum tipo de violência no trabalho

A vereadora Maria Letícia Fagundes (PV), destacou nesta segunda-feira (5), o aumento nos casos de agressão a médicos e profissionais enfermagem nas Unidades Básicas de Saúde de Curitiba e Unidades de Pronto Atendimento. “Hoje pela manhã, enquanto eu assistia o jornal, acompanhei uma notícia novamente de violência em unidades de saúde. Agressão verbal, agressão física, psicológica contra servidores da saúde”, comentou Maria Leticia.

No início da gestão do ano passado em janeiro e fevereiro, a vereadora apresentou a lei 15137/2017, de sua autoria, que trata de um controle dos acompanhantes e dos doentes que são atendidos nas UPAs em Curitiba. “Isso aparentemente resolveu e muito a violência nas UPAs na cidade de Curitiba. Mas ainda acontece, tenho uma reportagem aqui de setembro agora, onde uma médica se recusa a dar atestado na UPA e é agredida”, ressaltou a vereadora.

De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), na área de pediatria três em cada 10 pediatras afirmaram que já sofreram situação de violência no trabalho. “Eu acho que existem vários fatores aqui, em uma rápida pesquisa aqui no Brasil, pude verificar que os índices são enormes, por exemplo, a gente encontrou em 2017 e que diz assim para todos os servidores de saúde: os dados revelam que 75% dos médicos e profissionais enfermagem entrevistados já sofreram algum tipo de violência no trabalho.

Maria Leticia questiona como que o profissional vai trabalhar e ser ofendido e agredido. “Eu acho que isso uma reflexão que cabe a todos nós aqui, porque nós vereadores estamos sempre em contato com as nossas unidades de saúde e a gente tem da população muitas demandas muitas queixas em relação ao atendimento da saúde de um modo geral. Mas eu quero colocar uma coisa uma das principais situações que me preocupa é a falta de médicos”, salientou.

A vereadora disse que o número de médicos nas unidades de saúde é reduzido em relação à necessidade. “A gente sabe também que o executivo tem chamado os médicos para que ocupem os cargos deste último concurso e isso não vem acontecendo. E isso não vem acontecendo porque o salário é ruim”, disse a vereadora.

"Como a gente vai entender que pagamentos de salários muito ruins e falta de uma carreira com garantias possa atrair profissionais da área saúde isso é muito questionável. Então fica aqui a minha colocação para que possamos refletir porque a relação médico paciente é a base mais importante para resultado do tratamento tanto clínico como o cirúrgico e eu fico assim preocupada com isso e tanto o respeito com generosidade do tratamento de ambas a parte”, completou Maria Leticia

A vereadora concluiu que o respeito do médico e paciente deve ser mantido de ambas as partes. São vários fatores aqui que devem ser atendidos. A violência nunca é o caminho para os problemas.

Foto: CMC 

 

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