Carnavalesca Homenagem Passarela Marlene Politicas para mulheres Presidenta

PL 2/2020 Denominado de Passarela Marlene Monte Carmelo, um dos logradouros públicos da Capital.

Tramitação: Comissões Temáticas

EMENTA
Denomina de Marlene Monte Carmelo, um dos logradouros públicos da Capital, conforme especifica.


Art. 1º Fica denominado de Passarela Marlene Monte Carmelo o logradouro público conhecido popularmente como “Passarela do Hauer”, localizada na Praça Dr. Joaquim Menelau de Almeida Torres e destinada à travessia de pedestres sobre a Av. Marechal Floriano Peixoto (na altura do n. 6602), em conformidade com o § 1º do art. 10 da Lei Municipal n. 8.670/1995.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificativa

Marlene Monte Carmelo foi uma grande carnavalesca curitibana, presidenta da Escola de Samba Enamorados do Samba. Sua trajetória no samba da capital paranaense teve início nos anos 1960, na quadra da antiga Dom Pedro II, na Vila Guaíra, quando passou a integrar o carnaval de Curitiba. Foi figura emblemática da cultura curitibana, atuando como carnavalesca por quase 60 anos.

Marlene foi uma das fundadoras da Escola de Samba Mocidade Azul. Por quase 40 anos, atuou como diretora, carnavalesca e compositora de diversos sambas enredo. Trabalhou em diversas escolas de samba dentro e fora de Curitiba, ministrando cursos de artes canavalescas desde a década de 1990.

A história de Marlene se mistura com a do carnaval de Curitiba. Desde 1962, esteve presente nesse cenário. Em pouco tempo ela subiu na hierarquia do carnaval pelas mãos de Oswaldo de Souza, o Afunfa, maior e mais controvertido nome folia de todos os tempos; “o Castor de Andrade do Água Verde”, na precisa definição dadao pelo cronista Dante Mendonça.

Marlene se tornou braço direito de Afunfa. Na época, Marlene conheceu e logo se casou com o mestre de bateria Amaury, que nas horas vagas era lateral do Atlético. Com o tempo, o bloco perdeu o apoio do clube Dom Pedro II e foi achar guarida no recém-fundado Esporte Clube Pinheiros. Estava fundada a Mocidade Azul. Com a assinatura de Marlene, foram dez títulos consecutivos. Em 1976, a escola inovou fazendo um desfile ao contrário, entrando pela dispersão e terminando na concentração.

O primeiro ciclo na Mocidade Azul terminou em 1981, quando a convite de Glauco Souza Lobo foi desfilar como porta-bandeira na Embaixadores da Alegria, no histórico carnaval em que Dona Zica da Mangueira veio ser jurada em Curitiba. Nos anos seguintes, ela ajudou a consolidar escolas da cidade como os Leões da Mocidade, os Internautas de Pinhais e Acadêmicos da Alegria.

Marlene Monte Carmelo se tornou presidenta da Escola de Samba E namorados do Samba, no Uberaba, e marcou também essa escola e a região com seu trabalho e valorização da cultura.Seu falecimento, aos 76 anos, em 10.02.2020, deixa o samba de Curitiba órfão de uma grande estrela, a “dama do samba” curitibano.

Diante da importância ímpar na cultura da cidade, a proposição visa fazer uma pequena homenagem a quem tanto abrilhantou a vida curitibana, com alegria e folia.

Fontes:
https://clube.gazetadopovo.com.br/noticias/eventos/carnaval-marlene-montecastelo https://www.bemparana.com.br/noticia/morre-a-marlene-monte-carmelopresidente-da-escola-enamorados-do-samba#.Xk08nHVKikA
https://www.brasilcultura.com.br/cultura-popular/carnaval-curitibano-perdeuma-guerreira-marlene-monte-carmelo/

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