Comunicação alternativa e aumentativa Concientização Inclusão

Sugestão de ato administrativo 425/2020 Elaboração de projeto com vistas a implantar placas temáticas de sinalização com pictogramas de Comunicação Alternativa e Aumentativa.

EMENTA

Encaminhe-se ao Executivo Municipal a seguinte sugestão de ato administrativo ou de gestão: elaboração de projeto com vistas a implantar placas temáticas de sinalização com pictogramas de Comunicação Alternativa e Aumentativa em trajetos e pontos turísticos da cidade de Curitiba, assim como nos equipamentos públicos do Município, como escolas, CMEI’s, faróis do saber, unidades de saúde, parques, praças, ciclovias, entre outros.

Encaminhe-se ao Executivo Municipal a seguinte sugestão de ato administrativo ou de gestão.

Sugerimos ao Executivo Municipal a elaboração de projeto com vistas a implantar placas temáticas de sinalização com pictogramas de Comunicação Alternativa e Aumentativa em trajetos e pontos turísticos da cidade de Curitiba, assim como nos equipamentos públicos do Município, como escolas, CMEI’s, faróis do saber, unidades de saúde, parques, praças, ciclovias, entre outros, por meio das quais as pessoas que apresentam defasagem na comunicação por diversos fatores, poderão pelo apontamento, indicar suas necessidades, desejos, e sensações, promovendo a comunicação e a inclusão dessas pessoas nos mais diversos pontos da cidade.

Justificativa
Algumas pessoas, por diferentes causas, apresentam uma defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade para expressar e/ou compreender o que é dito e/ou escrito. Neste grupo encontram-se pessoas com deficiência física causada por paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, trauma craniano, esclerose lateral amiotrófica, autismo, deficiência intelectual, entre outras.Nesses casos, pode-se disponibilizar recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa que envolve o uso integrado de símbolos (gráficos e corporais) e recursos (pranchas de comunicação com símbolos e letras, textos com símbolos, aplicativos em dispositivos móveis, entre outros). Em que pese o conhecimento e a prática da Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) já existir no Brasil há 40 anos essa é uma área relativamente pouco conhecida da população em geral e poderia ajudar muitas pessoas que estão impedidas de se comunicar (expressar e compreender) em função da ausência de recursos nos diversos ambientes turísticos, educacionais, culturais, de saúde e públicos em geral. A International Society for Augmentative and Alternativa Comunication – ISAAC elegeu o mês de outubro como o mês dedicado à divulgação, e aprofundamento do tema da comunicação alternativa em todo o mundo. No Brasil, a ISAAC está convidando usuários da CAA, familiares, profissionais, instituições de ensino públicas e particulares, agentes públicos em geral a se unir nesta campanha em prol do conhecimento e da prática da CAA nas cidades brasileiras. Nesse sentido, deseja-se por meio da presente sugestão, sensibilizar as pessoas e despertar a consciência de que existem formas diferentes e válidas de comunicação benéficas a todas e todos, incluindo pessoas com e sem deficiência. A comunicação é condição sem a qual não há inclusão. Somente pela comunicação o indivíduo pode exercer seu papel cidadão e influenciar, com sua participação, o andamento e o rumo da sua história e da sociedade da qual faz parte. Cabe salientar que os meios e modos alternativos de comunicação são de direito do cidadão brasileiro com deficiência, assim como são um de grande benefício para toda a população, pois um recurso pensado para um público específico pode beneficiar muitos outros ao estimular novas experiências e formas de comunicação. A exemplo da cidade de Porto Alegre/RS por meio de uma parceria celebrada com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi implantado o projeto POA Turismo Acessível, com a finalidade de tornar aquela cidade referência em acessibilidade na comunicação para seus munícipes e para os turistas que por lá circulam, cujo projeto e modelos de placas seguem em anexo. Dessa forma, pensando em uma Curitiba mais inclusiva e sabendo da busca incessante desta Casa Legislativa por uma cidade cada vez mais igualitária e justa é que sugestionamos ao Executivo a implementação de projeto de tamanha relevância social.

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