Dia internacional da conscientização contra HPV marca importância da vacinação para prevenção

Desde 2018, o dia 4 de março reforça ações no mundo todo para combater o HPV

Conhecido como Papilomavírus Humano, o HPV, é uma infecção sexualmente transmissível mais comum do que se imagina. Estima-se que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida. Nos homens, considera-se que 50% da população masculina vive infectada constantemente. 

São mais de 200 tipos diferentes de HPV, que infectam a pele e as mucosas, provocando verrugas nos órgãos genitais e na região bucal. O câncer de colo de útero, terceiro tumor que mais mata mulheres no Brasil, é adquirido por meio da evolução da infecção por  HPV. Cânceres de pênis, ânus, vulva e vagina também estão associados aos vírus. Pensando na importância do tema, o dia 4 de março é o dia internacional da conscientização contra o HPV. 

“O HPV é uma infecção muito frequente, transmitida principalmente pela relação sexual, o que não necessariamente implica na penetração vaginal ou anal. É muito importante que os jovens e toda população sexualmente ativa entenda os riscos, como se prevenir e quais são as formas de tratamento, a educação sexual é fundamental para preservar a saúde” reforçou a médica ginecologista Maria Leticia, vereadora pelo PV em Curitiba. 

Contra o HPV existe vacina

A vacinação de meninos e meninas antes do início da vida sexual reduz em 70% os casos de câncer. Muitos pais têm dúvidas sobre a vacina, mas a verdade é que são salvas de 2 a 3 milhões de vidas por ano com a imunização.

No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente pelo SUS. São aplicadas duas doses com intervalo de seis meses.  O público prioritário são meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Mulheres  imunossuprimidas de 9 a 45 anos e homens imunossuprimidos de 9 a 26 anos também podem se vacinar pelo sistema único de saúde. Para outros públicos o imunizante pode ser tomado na rede privada de saúde. 

Os números da vacinação contra HPV na pandemia 

A pandemia da Covid-19 desviou o olhar das pessoas para outros tipos de doenças. Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2020 apenas 55% das meninas brasileiras de 9 a 14 anos tomaram as duas doses da vacina contra HPV.  Em Curitiba, os números assustam, só 19,1% dos adolescentes foram vacinados até 2018, números não avançaram na pandemia.  

Pensando em estimular a conversa no ambiente escolar, a vereadora Maria Leticia aprovou na Câmara Municipal a sugestão nº 205.00013.2022 para que a Prefeitura de Curitiba crie campanhas de conscientização e vacinação contra o HPV nas escolas para meninas e meninos com a participação dos pais e responsáveis.

Maria Leticia, vereadora pelo PV em Curitiba, aprovou uma sugestão para que a prefeitura incentive  a vacinação contra o HPV.

“ Vamos acompanhar de perto, esse tema não pode ser deixado de lado. O preconceito e a falta de conscientização ainda fala mais alto, enquanto isso os jovens seguem se contaminando por falta de conhecimento”, reforçou Maria Leticia. 

Notícias relacionadas

Feminicídio: Como promover o debate e chamar atenção sobre um crime que mata 4 mulheres por dia no Brasil?
Papo Aberto: Unidade de Saúde oferece exame preventivo de câncer
Luz à epilepsia, o combate ao preconceito também se faz com leis e educação