Feminicídio: Como promover o debate e chamar atenção sobre um crime que mata 4 mulheres por dia no Brasil?

O feminicídio é um crime hediondo, praticado contra as mulheres por discriminação de gênero. No Brasil, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quatro mulheres são assassinadas por dia no país, vítimas de feminicídio. 

Em vigor desde 2015, a Lei do Feminicídio (13.104/2015) ainda não possui diretrizes nacionais que orientem o processo de notificação do crime. O registro de uma agressão contra a mulher depende muitas vezes da interpretação da autoridade policial presente. 

22 de julho é o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, uma data que marca a importância do amplo debate sobre o tema. Mais do que apenas um dia, são necessárias ações de impacto e conversas com a sociedade para que todos saibam o que é o feminicídio e como é possível salvar a vida de mulheres em risco. 

Dessa necessidade urgente, surgiu a campanha “Queremos Todas Vivas”

Organizada pelo Mandato Maria Leticia, a campanha “Queremos Todas Vivas: um dia dedicado às mulheres que não podemos esquecer” foi criada para marcar a data estadual de combate ao feminicídio e ampliar a discussão para alertar a população sobre o número de mulheres assassinadas no Brasil. 

Um ato tomou o calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba, com intervenções simbolizando o assassinato de mulheres, vitimas de feminicídio. Um dia de conversas e distribuição de materiais educativos para as pessoas que passaram pela conhecida rua central da cidade. 

Esse movimento gerou uma carta de intenções e reivindicações 

Queremos Todas Vivas é uma campanha permanente de combate ao feminicídio, com estratégias para combater esse crime que é considerado uma pandemia no Brasil. 

1) Educação e formação de gênero nas escolas e instituições 

2) Promover a transparência e a obrigatoriedade na coleta de dados nos casos de feminicídio

3) Criar protocolos-padrão para o registro de ocorrências

4) Humanizar e acelerar o atendimento às vítimas

5) Ampliação e fortalecimento das políticas públicas multidisciplinares 

6) Equidade de gênero nos espaços de poder 

7) Mídia consciente e responsável 

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