Maria Letícia: “Abrir novas faculdades de medicina no estado do Paraná é um decisão politiqueira”

A vereadora Maria Letícia Fagundes (PV) usou a tribuna nesta segunda-feira (6), para alertar sobre a preocupação do conselho do Conselho Regional de Medicina (CRM), com o  lançamento da 21ª escola de medicina no estado.

“O Brasil está com 315 cursos de medicina, recorde mundial se considerado nosso índice populacional. São mais de 32 mil vagas sob expectativa que de mais 40 cursos possam acontecer. Isso é uma loucura para o segmento da medicina”, disse.

“Estamos formando em nossas faculdades. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina mostrou que abrir faculdade de medicina é um balcão de negócios, a qualidade do ensino fica sempre para segundo plano. O Conselho Regional de Medicina fez uma radiografia do ensino médico no Brasil e expôs uma realidade preocupante”, destacou Maria Leticia. 

Formação

O número de faculdades disparou nos últimos anos são instituições na sua maioria particulares com mensalidades muito altas que chegam até 11 mil reais. “Atualmente o Brasil tem 1.8 médicos por mil habitantes e o MEC exige que cada vaga do curso de medicina deva haver um mínimo de cinco leitos do SUS ou conveniados para que haja o internato”, lembra a médica .  

O Conselho Federal de Medicina mostrou que nenhuma faculdade de medicina do país tirou nota máxima na última avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), numa escala de de 1 a 5 mais da metade teve nota menor ou igual a três. 

“É importante que a população saiba que a sociedade precisa ter consciência que a expansão territorial está longe de  assegurar qualidade de dos médicos. E por conta disso o número de processo médicos tem aumentado”, aponta Maria Letícia. 

“A qualidade dos serviços médicos é um dos motivos para aumento dos questionamentos, ou seja, dos questionamentos dos próprios usuários do sistema SUS. Não vejo nessa decisão de abrir novas faculdades no estado do Paraná, uma decisão responsável e sim uma decisão politiqueira”, conclui.

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