Maria Leticia discute projeto de lei no “Livres em Debate”

Nesta terça feira (8), a vereadora Maria Leticia Fagundes (PV), foi convidada para participar de um debate sobre projeto de Lei de sua autoria que trata da substituição dos canudos de plástico por canudos biodegradáveis ou comestíveis, com os integrantes do Movimento Livres, no bairro Água Verde.

Cerca de 20 convidados puderam debater o tema que, segundo Maria Letícia, é um exercício democrático de diálogo. "A política se faz das pessoas e para as pessoas. O encontro Livres em Debate foi muito bom com diversas ideias sobre meu projeto de lei que propõe a substituição de canudos plástico", destacou a vereadora.

O convite foi feito por Luis Lellis, representante do Movimento Livres que apresentou um panorama sobre o consumo de plástico, legislação semelhante – ao projeto de Maria Leticia – no país e iniciou a roda de conversa baseada em um dos pilares do movimento: "Uma sociedade livre, aberta e inclusiva, em que o lugar de cada pessoa seja o resultado de suas próprias escolhas, e não uma sorte do destino".

Risco Ambiental

Segundo estimativas da Organização Mundial das Nações Unidas, é gerado aproximadamente 13 (Treze) milhões de toneladas de lixo plástico todos os anos.

Os canudinhos plásticos utilizados atualmente são feitos geralmente de polipropileno e o poliestireno (materiais não-biodegradáveis), e alguns ainda protegidos por outra embalagem plástica. "O uso do canudo de plástico é um hábito que pode ser mudado ou adaptado", defende Marisa Letícia.

"Tudo que for não biodegradável não consegue ser decomposto de maneira natural. Apesar de usarmos por cerca de apenas 10 minutos em média, eles demoram mais de 100 anos para se decompor no mar. De acordo com o Fórum Econômico Mundial de Davos, até o anos de 2050 teremos mais plástico nos oceanos que animais marinhos e acredite, o 'inofensivo' canudinho é um dos maiores responsáveis por isso", informa a vereadora.

Se todas as pessoas usarem um canudo por dia, será descartado 75 trilhões de unidades por ano. Se uma pessoa usar um canudo por dia durante 10 anos, 3.650 canudos plásticos acabam em aterros. "Estes canudos plásticos não são absorvidos pela natureza, ocorrem terríveis situações como os plásticos nos oceanos, que, devido a correntes marítimas chegam a vagar pelo planeta inteiro e muitos animais aquáticos morrem ao ingerir tais materiais. Existe também o problema, caso sejam eliminados por incineração, de serem altamente poluentes", alerta Maria Letícia.

Mas o canudinho plástico não degrada só o meio ambiente, mas afeta também a saúde, pois contêm Bisfenol A (BPA), um produto químico empregado que imita a atividade de hormônios, como o estrógeno no corpo, o que pode levar a distúrbios reprodutivos, câncer de mama e de próstata, diabetes, doenças cardíacas e outros comprometimentos de saúde.

De acorda com autora do projeto, a iniciativa não pretende "abolir" o uso de canudos, porém, que este seja feito de material comestível ou permanente (Metal, aço inox, vidro, enfim, materiais não descartáveis) ou ainda Biodegradável, que é feito de materiais de decomposição natural, cuja degradação demora em média de 45 à 180 dias, o que por via reflexa minimizará a degradação ambiental.

"Portanto, passar a usar itens biodegradáveis, comestíveis ou reutilizáveis e reciclar sempre que possível pode ajudar a reduzir drasticamente a quantidade de lixo se acumulando em aterros sanitários, beneficiando assim o meio ambiente e a sua saúde", alerta Maria Letícia.

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