Maria Leticia preside Audiência Pública de prestação de contas da Saúde

O número de usuários que estão em fila de espera por uma consulta especializada diminuiu neste ano, segundo informou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak. Ela esteve na Câmara de Curitiba para prestar contas da secretaria referentes ao primeiro quadrimestre de 2018 e para esclarecer dúvidas dos vereadores, em audiência pública nesta segunda-feira (28). A sessão de prestação de contas é uma exigência legal e é coordenada pela Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Esportes, presidida por Maria Leticia Fagundes (PV).

Entre julho do ano passado e abril de 2018, quem aguarda por uma consulta com ortopedista passou de 17.376 para 8.232; na dermatologia, foi de 9.547 para 3.213; e de 7.176, em neurologia, para 3.754. “É uma redução extremamente significativa”, afirmou Márcia Huçulak. Nos três primeiros meses deste ano, a Secretaria da Saúde contabilizou 428 mil consultas médicas, 227 mil consultas com enfermeiros e 364 mil atendimentos odontológicos. De janeiro a abril, o número de atendimentos por mês aumentou em 30%, passando de 85 mil para 107 mil. “A tendência do próximo quadrimestre é que aumente, no inverno, devido às doenças respiratórias que geram um aumento significativo da demanda nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento]”, observou.Em relação aos números nas UPAs, a chefe da pasta destaca que 83% dos atendimentos são para pessoas que não estão em estado de emergência e que, segundo ela, deveriam procurar as unidades básicas de saúde. “Quando chega um paciente desses [urgências e emergências], o servidor é destacado para atender o mais urgente” explica, dando como exemplo pacientes com febre alta, convulsão, desmaio ou crise hipertensiva. “UPA não é clínica popular”, ressalta.

Para isso, Márcia Huçulak considera positivo o uso do aplicativo Saúde Já, que facilitaria tirar o paciente não urgente das unidades de pronto atendimento de Curitiba. Segundo a secretária, a nova versão do aplicativo conta com dispositivo de aviso ao cidadão sobre data da sua consulta agendada. “Temos uma alta abstenção. 35% dos usuários não vão às consultas agendadas”, frisou.

Entre as preocupações da Saúde, Márcia Huçulak afirma que o Executivo tem trabalhado no sentido de estabelecer programas de prevenção, como o Escute seu Coração, para diminuir o número de mortes causadas por infarto e por AVC (acidente vascular cerebral), por exemplo. Alerta ainda ao aumento de óbitos decorrentes de câncer, diretamente ligado ao envelhecimento da população, e também a estilo de vida, alimentação, estresse e tabagismo. “Temos que aprofundar a discussão sobre isso”. Também apontou para os números em relação à vacinação contra a gripe em Curitiba, onde que já foi alcançada 57% da meta, além da renovação de 85% da frota de ambulâncias do Samu.

Valores
Sobre as finanças da pasta, o chefe do Núcleo Financeiro da Saúde, Edgar Lopes Junior, destacou os R$ 562 milhões em receitas para o primeiro quadrimestre. Em 2017, foram R$ 551 mi, para o mesmo período. As despesas totais para estes meses (janeiro a abril) foram de R$ 539 mi, sendo R$ 320 mi para custeio e R$ 216 mi em gastos com pessoal. Ao todo, Curitiba tem 8.649 servidores na área da saúde, distribuídos em 111 unidades básicas e 9 UPAs. Neste ano, a Saúde teve investimentos na casa de R$ 1,5 mi, contra R$ 555 mil de 2017. Segundo Lopes, o dinheiro destinado à área representa 16% do orçamento do Município. “A legislação pede 15%, o que demonstra que atingiremos os limites legais e propostos”, frisou.

A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, que coordena a audiência pública, tem ainda como integrantes os vereadores Oscalino do Povo (Pode), Jairo Marcelino (PSD), Noemia Rocha (PMDB) e Thiago Ferro (PSDB). Ao todo, 27 servidores da Secretaria de Saúde acompanharam a sessão.

Abertura da UPA CIC

“Se não tiver mais nenhum atraso, na segunda quinzena de junho a gente estará com a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] aberta na CIC”, afirmou a secretária municipal da Saúde, Márcia Cecília Huçulak. Segundo a gestora do Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba, em abril foram qualificadas oito organizações sociais (OSs). Dessas, quatro seguiram para a etapa seguinte e apresentaram propostas, mas uma foi desqualificada e recorreu. “Não vai ganhar, a gente já sabe, não tinha as certidões. Mas daí [o trâmite] entrou em prazo recursal”, completou.

Texto:Claudia Krüger

Revisão:Pedritta Marihá Garcia

Foto: Rodrigo Fonseca CMC

 

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