Maria Leticia solicita prestação de contas da UPA CIC – gerenciada por Organização Social

As sessões plenárias da Câmara de Curitiba começam em fevereiro, mas a vereadora Maria Leticia Fagundes já está questionando os gastos da UPA CIC, a única administrada por Organização Social e que estaria poupando gastos aos cofres públicos. Através de Requerimento de Pedidos de Informações Oficiais ao Município (062.00001.2019), a vereadora lista itens específicos para serem esclarecidos em relação ao contrato 495/2018. Ela solicita apresentação de planilha com custos totais da OS, discriminados mês a mês desde que assumiu a gestão da UPA CIC.

A vereadora pede detalhes dos gastos com pagamentos de gestores, corpo clínico, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, despesas com manutenção, medicamentos, insumos e materiais de uso médico/odontológico. “O objetivo é trazer mais visibilidade e transparência em relação à Organização Social que atende a UPA CIC, considerando que recebo frequentemente questionamentos sobre valores pagos aos médicos, funcionários, entre outros”, destaca Maria Leticia, que é médica e ocupou a presidência da Comissão de Saúde da Câmara de Curitiba por dois anos.

A UPA CIC foi reaberta em agosto do ano passado (após dois anos fechada para reforma) e é a única na capital paranaense que funciona com o novo modelo de gerenciamento – pelas Organizações Sociais. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a administração pela OS gera uma economia mensal de R$ 408.651,00 aos cofres municipais. O Instituto Nacional Ciências da Saúde (INCS), OS escolhida para gerenciar a UPA CIC, passou por um processo de qualificação e seleção, no qual foram avaliados critérios técnicos e financeiros. O contrato com a Prefeitura de Curitiba tem duração de um ano e pode ser prorrogado por até cinco anos.

Com informações Prefeitura de Curitiba

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