Vereadora Maria Leticia alerta falta de segurança nas UPAs

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Uma parceria entre a Câmara Municipal de Curitiba, a Secretaria de Defesa Social e Trânsito e servidores públicos tenta reforçar a segurança nas Unidades de Saúde. O tema foi levantado pela vereadora Maria Letícia Fagundes, do PV, após visitas a todas as UPAS e Unidades básicas de Saúde de Curitiba.

Ela afirma que ouviu relatos de vários profissionais, mas também de usuários das unidades vítimas dos mais diversos tipos de agressão.

“Os médicos, os enfermeiros, fisioterapeutas, todos têm sido vítimas de assédio moral, sexual e de violência física. Há muito tempo eles não eram ouvidos. Eu visitei todas a UPAs e recebi essas queixas dos funcionários. Temos uma funcionária que sofreu violência sexual, o paciente tocou no corpo dela”, disse.

Hoje, os postos de saúde contam com um, ou no máximo dois, guardas municipais para dar conta da segurança nas unidades. Muitas vezes os guardas afirmam que tem como responsabilidade, apenas, a segurança do patrimônio. Essa cultura deve mudar.

“Todas dispõem de dois guardas que tentam não se envolver. Quando presenciavam essa situação eles afirmavam que estavam lá para proteger o patrimônio. Conversando com o secretário [da Defesa Social, Algacir] Mikalovski ele me disse que agora o principal cuidado dos guardas deve ser com os servidores públicos. Espero que isso aconteça efetivamente”, afirmou.

A falta de segurança nos postos de saúde foi debatida em uma audiência pública na Câmara, na semana passada. Desde então, está em produção uma cartilha com várias orientações aos Guardas Municipais, aos servidores, e a todos que frequentam as unidades.

“Dificultar o acesso de pessoas que não precisam estar dentro das UPAs. Então devem aumentar o número de guardas municipais e os capacitar para isso. Deve ter uma cartilha explicando o que cada um deve fazer”, explicou.

De acordo com a vereadora, caso seja verificado que a Guarda Municipal não está capacitada para garantir a segurança nos postos de saúde, não está descartada a possibilidade de acionar a Polícia Militar.

A parlamentar reforça que a população deve denunciar casos de UPAS ou Unidades Básicas que atuam sem a presença de ao menos um Guarda Municipal. A denúncia pode ser feita pelo 156 ou até mesmo na Câmara Municipal.

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