Vereadora Maria Leticia e Associação de Oftalmologistas planejam ação nas escolas de Curitiba

Com objetivo de entender as principais dificuldades enfrentadas pela classe médica no exercício da função e promoção da saúde para a população, a vereadora Maria Leticia Fagundes (PV) agendou uma reunião com o presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia (APO), Marcello Fonseca, na Câmara Municipal de Curitiba, na segunda-feira (07). A primeira situação apresentada pelo médico se relaciona à dificuldade de aprendizado pelas crianças da rede municipal de ensino por problemas na visão. “ A gente sabe da dificuldade do acesso da população ao oftalmologista”, observou a vereadora, única médica entre os 38 parlamentares da Casa Legislativa.

 

 

Segundo o oftalmologista, há cerca de 22 mil alunos em séries de alfabetização por ano nas escolas municipais da capital. Para ele é necessário, primeiramente, identificar os problemas e em seguida resolvê-los. Durante a conversa, surgiu a ideia de propor uma parceria da APO com a iniciativa privada para que seja realizada uma triagem, como um consultório itinerante. “Quanto talento é perdido pela falta de oportunidade”, destacou o médico, que lembrou do premiado filme “Mãos Talentosas”, dirigido por Thomas Carter, o qual conta a história de um garoto desmotivado, com rendimento baixo na escola. A trajetória do menino mudou quando ele começou a usar óculos e enxergar.

 

Outro fator preocupante exposto pelo presidente da APO foi o exercício da função ilegal de optometria, que consiste na realização de medições de amplitude visual. Ele relatou a má prática realizada no Centro de Curitiba. Disse que se submeteu ao exame e foi encaminhado a um consultório oftalmológico com a taxa de R$ 50,00 pela consulta, que seria revertida em desconto na compra de um óculos em determinada ótica. “Sabemos que a ótica não pode ter consultório médico e o médico não pode ter ótica”, alertou Fonseca.

 

Ele ainda citou a legislação da década de 30 que se refere a atuação dos optometristas. Para ele, há falhas no texto. “Acredito que quando a lei se refere ao optometrista, corresponde ao técnico ótico”, observou o médico. A vereadora lembrou dos entraves do Ato Médico, pois “permite que algumas pessoas exerçam atividades médicas, desvalorizando os profissionais de medicina”. No final da reunião, ficou definido a solicitação de uma agenda na Secretaria Municipal de Educação para início do desenvolvimento do projeto de oftalmologistas nas escolas e o estudo para criação de um manual de orientação de "como deve ser um hospital oftalmológico".

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