Vereadora Maria Leticia fala sobre violência sexual na Universidade Positivo

Estudantes de enfermagem da Universidade Positivo assistiram a palestra da vereadora Maria Leticia Fagundes (PV), nesta quinta-feira (09). Violência sexual foi o tema abordado pela médica legista do Instituto Médico Legal do  Paraná (IML-PR).

Ela iniciou a palestra relatando o início da carreira no IML, oportunidade em que já verificava, na necropsia, o elevado número de mulheres mortas violentamente.

A legista explicou situações sobre violência psicológica e destacou que nos 32 anos como médica ginecologista recebe queixas de mulheres desrespeitadas em relação à sua condição sexual e reprodutiva.

Ela explicou que muitas vezes o perfil do agressor é  sedutor, quando ele sugere que a companheira não trabalhe, porém exercem uma dominação. "Recebo mulheres no consultório que não desejam engravidar, mas os parceiros querem e se recusam a comprar o contraceptivo".

Ela reforçou que a palavra do momento é consenso. "A violência sexual vai muito além da obrigação do coito, ela fere o direito da mulher fazer sua opção em relação ao  comportamento sexual.

Maria Leticia falou sobre a Lei Maria da Penha, a qual pune violência doméstica e familiar, enquanto estendeu a explicação sobre  violência psicológica. "As mulheres não têm a percepção da violência psicológica até que sejam agredidas fisicamente", acrescentou a médica.

"Elas convivem com a violência e isso tem que parar", pontuou Maria Leticia ao relatar que 50% das mulheres que são mortas no Brasil, são nas residências, no local que, segundo ela, deveriam se sentir mais seguras.
 
"Se não conhecermos a lei, isso impedirá que busquemos nossos direitos", alertou a vereadora.

A legista também apresentou casos atendidos de vítimas de violência sexual, relacionando -os com o artigo 129 do Código Penal. Ela explicou a rigorosidade na obediência à lei, na elaboração dos laudos das vítimas de crimes sexuais. "Preciso comprovar ao juiz que houve violência ", ressaltou.

Ela também comentou casos de abuso sexual em crianças, relatou situações pontuais e pediu atenção de todos em relação ao comportamento das crianças.

No final, ela citou a frequência constante de ocorrências de assédio sexual em vias públicas e algumas propostas que defende no legislativo municipal.

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