Vereadora Maria Leticia participa de curso sobre violência no ICS

Durante curso de capacitação promovido pelo Instituto Curitiba de Saúde (ICS), através do Núcleo de Atenção à Saúde, nesta quarta-feira (23), a vereadora Maria Leticia Fagundes (PV) deu as boas vindas aos participantes e compartilhou um pouco sobre sua experiência como perita no Instituto Médico Legal do Paraná (IML-PR). Ela é presidente da Comissão de Saúde, Bem Estar Social e Esporte da Câmara Municipal de Curitiba e foi convidada pela diretora do ICS, Dora Pizzatto. Na oportunidade, ela foi recepcionada também pelo diretor de Assitência em Saúde, dr. Roaldo Erich Meissner e se pronunciou na abertura do evento, o qual seguiu com a palestra “Atenção às pessoas em situação de violência: a importância da notificação compulsória da violência”, ministrada pela tentente-dentista RR, Luci Belão.

“Como médica legista, designada no atendimento das vítimas de violência doméstica, me deparo frequentemente com a finitude e pequenez do ser humano”, disse Maria Leticia. “Considero muito importante a capacitação dos servidores do município, pois certamente desenvolverá a percepção sobre a violência”, complementou. Para ela, muitas vezes as pessoas não têm essa sensibilidade. “As mulheres não percebem que estão sofrendo algum tipo de violência, a qual se naturaliza no dia a dia”, destacou a vereadora, que desde o início do mandato defende um protocolo de notificação sobre casos de violência doméstica nos atendimentos do ICS e, posteriormente em toda rede de saúde da capital paranaense.
Também participou do evento a assessora em Direitos Humanos da Prefeitura de Curitiba, Goretti Bussolo.

Protocolo de Atendimento às vítimas de violência

No início do ano, a vereadora visitou o ICS e apresentou aos dirigentes a necessidade da implementação de um banco da dados com informações sobre os casos de violência doméstica em Curitiba. Para ela é preciso estabelecer um protocolo específico nos atendimentos das pacientes – servidoras do município de Curitiba. “O objetivo é desenvolver futuramente novas estratégias de triagem, além de ações relacionadas a essas ocorrências”, destacou a vereadora.

Maria Leticia explicou que com as estatísticas será possível identificar, diminuir os casos de violência e “certamente diminuir o impacto econômico”. Ela apresentou as informações recebidas como resposta ao requerimento de Pedido de Informações Oficiais ao Município de Curitiba (062.00015.2017), no qual a parlamentar solicitou o número total de servidores municipais, quantos são do sexo feminino, quantos servidores foram afastados de suas atividades em 2016, e deste total quantos atestados foram apresentados por mulheres.

No documento enviado pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos – SMRH, foi informado que atualmente são 31.777 servidores, 25.786 são mulheres (81.15% do total de servidores). A resposta da Prefeitura destaca ainda que em 2016 foram 78.924 foram licenças para tratamento de saúde concedidas às mulheres e 8.991 para homens. “Queremos saber quanto a violência doméstica influencia nesses dados. Sem essa informação não será possível passar um pente fino do que é violência”, pontuou Maria Leticia.

Ela defendeu ainda a criação de um CID – Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde para otimizar a triagem. “A coragem de implementar vai ser o grande diferencial”, acrescentou a vereadora.

 

 

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